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Shrinking, a minha série favorita

  • Foto do escritor: Eduarda F
    Eduarda F
  • 18 de jun.
  • 2 min de leitura

Eu nunca fui de me apegar a filmes ou séries, sempre me abri para a possibilidade de gostar de muitas coisas, mas Shrinking me fez mudar completamente de ideia e se tornou a minha série da vida. Todos os personagens são cativantes, únicos e muito bem interpretados. A grande estrela do elenco é o Harrison Ford e há certas coisas que só ele tem licença poética para falar.



Ela me trouxe outra sensação, é como viver uma montanha-russa a cada episódio. Você pode começar rindo e terminar aos prantos, ou começar aos prantos e terminar rindo. Às vezes os dois simultaneamente, sem dar tempo de entender exatamente o que está acontecendo.


A série abraça o luto, o perdão, a dor, o amor. Lembra a necessidade de seguir em frente, sem fingir que a dor não existiu, sem fingir que nada mudou, porque a vida muda completamente ao perdermos o que conhecíamos sobre ela até então.


Enquanto isso, a saudade do que passou vai seguir ali, presente, como uma sombra.

Em contraste à dor, a série aborda as amizades como âncoras para nos mantermos ligados ao que ainda se tem, e se tem muuuuito. Mostra aquelas pessoas que escolhem ficar quando tudo está difícil. Aquelas pessoas que cuidam, afagam, trazem calor no frio do inverno.


A série é ainda mais especial pra mim porque é sobre terapeutas. O seriado me faz pensar no porquê eu gosto tanto da minha profissão.


Porque a clínica atravessa os vínculos, circunda o não dito, expressa o sustentar junto.

E Shrinking não tem medo de mostrar que a clínica é um processo profundamente intimista e que não tem como fugir da personalidade de cada terapeuta. Por mais que a neutralidade seja necessária, ela nunca será capaz de dar conta de tudo que existe ao ter permissão de olhar a fundo na intimidade de alguém. Sendo assim, é impossível fugir da personalidade do profissional.


Decidi escrever sobre Shrinking, mesmo já tendo refletido inúmeras vezes sobre falar ou não, porque é íntimo, e assim como me afeta de tantos jeitos diferentes, também pode abraçar outras pessoas, assim como me abraça. E seria injusto não passar esse abraço adiante.





Shrinking me lembra por que a vida é boa, por que gosto da minha profissão. Mesmo que a existência seja atravessada pela dor e pelo irreparável e inevitável, a vida precisa seguir, seja para um lado, seja para o outro. É possível seguir adiante apesar dos pesares. São muitos os motivos que me fazem gostar da série e, honestamente, eu não gostaria de me identificar tanto assim, mas a vida é como ela é, não é mesmo? Eu goste ou não disso.


Observação: Falando a Real (Shrinking) está disponível no Apple TV+.


Beijos, e até o próximo texto de "Me conheça pelos meus favoritos".

Eduarda Filereno · Psicóloga & Entusiasta da palavra escrita · CRP: 07/39752

Todo o conteúdo compartilhado aqui tem caráter exclusivamente informativo e psicoeducativo, e não substitui acompanhamento psicológico profissional. Se você sente que precisa de apoio, procure um psicólogo.

 
 
 

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Eduarda Filereno. Psicóloga Clínica (CRP 07/39752)

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